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Mercado do Cacau

RESUMO DA SEMANA DE 07 a 11/05/18

Volumes duvidosos da safra africana permanecem mantendo o quadro especulativo nas bolsas.

Movimentos extremos marcaram a semana. Ainda que sobre comprado o mercado resiste bravamente a uma forte queda, como apontado na linha de tendência. Os números referentes as chegada aos portos de São Pedro na Costa do Marfim e Takoradi Gana, continuaram reduzidos em relação à safra anterior. Previsões apontam que a safra africana será realmente inferior e muito dificilmente veremos mudanças nessa estimativa. O olhar dos investidores começa apontar para próxima safra. Informações como a possível instalação do fenômeno El niño em terrenos africanos, poderão mudar a tendência e empurrar os níveis para cima. Outra preocupação eminente é o aumento da presença de doenças fúngicas, principalmente nas lavouras marfinenses e camaronesas. Empresas chocolateiras como a MARS continuam investindo pesado em pesquisas sobre genética das plantas, no intuito de conter a propagação dos fungos, conforme anunciado na ultima conferencia mundial do cacau em Berlim.

NY ice Julho oscilou entre Us $2,691 e Us $2,859 e encerrou a Us $2,803 / ton

Os aumentos contínuos do dólar colaboram bastante para uma melhor formação do preço interno ao produtor. Durante a semana atingiu a casa de R$3,60. Entre janeiro e maio o a moeda americana valorizou em média 12,5% frente ao real.

O clima permanece perfeito nas áreas de plantação de cacau na Bahia. Com a trégua das chuvas na semana, pôde-se notar uma crescente movimentação de entradas nas moageiras em Ilhéus. Para os próximos dias esse movimento estará ainda mais intensificado.  Mesmo diante desse cenário, permanece firme a briga por aquisição de amêndoas da nova safra entre os compradores. Os diferenciais estão sendo pagos em média sobre NY em +Us $680 para comerciantes e +Us $550 produtores. A manutenção dos prêmios dar-se em razão da necessidade de formação de estoques nos armazéns das moageiras. Atualmente possuem grande volume de amêndoas africanas e necessitam de cacau brasileiro para realização dos blendes para produzir derivados. Certamente, assim que normalizarem as entradas os prêmios internos remunerados sobre NY deverão retornar aos patamares normais.

No Pará a safra encontra-se em movimentos firmes de colheita. Segundo informações de especialistas locais, essa pode ser a melhor frutificação vista em arvores nos últimos cinco anos. Relatam também, que uma forte onda de Vassoura-de-Bruxa e podridão parda, poderão reduzir os números previstos em prospecções recentes. Mesmo assim, apresentará um numero bastante superior ao da safra 17/18 encerrada recentemente.  

Segundo fontes seguras do mercado a safra temporã  brasileira deverá fechar acima de 1 milhão de sacas contra 600 mil do ano anterior, gerando um acréscimo aproximado de 67%.    

Na Bahia os preços pagos ao produtor em arrobas oscilaram entre R$170,00 e R$180,00

Adilson Reis  -  mercadodocacau.com

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