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Mercado do Cacau

RESUMO DA SEMANA DE 14 a 18/05/18

Pressionado, mercado perde força e poderá trazer nova tendência para os próximos dias.

Embora existam fundamentos firmes que possam alimentar movimentos altistas, as bolsas durante a semana conviveram com vendas em massa. Além da sobre compra, que pode ser o maior ingrediente para as liquidações, a redução dos níveis pode estar relacionada com a arbitragem entre Londres e NY, ou seja, havia uma grande diferença de preços entre as duas bolsas o que foi ajustado parcialmente no período. A alta nos juros na economia dos EUA também influenciou nas baixas, empurrando fundos para migrar recursos em aplicações nas letras do tesouro americano.

Segundo informações da Bloomberg, o governo da Costa do Marfim estaria auditando cooperativas e exportadores devido a problemas de gestão incompetente, o que causou um elevado indicie de inadimplência junto a clientes internacionais na safra anterior. Segundo informações seguras, os governos dos dois principais produtores mundiais de cacau comercializaram volumes que poderiam estar acima da capacidade de entrega da coheita  atual em curso.

NY ice Julho oscilou entre Us $2,632 e Us $2,763 e encerrou o período a Us $2,672 / ton

O cambio vem extrapolando a media dos últimos meses, e permanece em escalada de elevação. Especialistas afirmam que não existem razões para ver o valor dólar recuar frente ao real, enquanto for mantida a política de juros do governo americano. A moeda fechou a semana valendo R$3,74, valorizando a formação dos preços de cacau ao produtor. Por outro lado, os valores insumos agrícolas necessários, elevam na mesma proporção. Espera-se para esse ano um consumo de fertilizantes nas lavouras de cacau seja muito superior à média dos últimos três anos.  

O fluxo de entradas na Bahia permanece abaixo do ano anterior. Foram registradas 18.464 contra 37.442 em 2017. Segundo informações que chegam do campo, as chuvas estão atrapalhando as colheitas e retardando as saídas nas fazendas. Nos outros estados, mais que dobraram em relação à mesma semana do ano anterior. Chegaram para indústrias processadoras de Ilhéus, 14.636 sacas provenientes de Pará, Espírito Santo e Rondônia, contra 7.636 no mesmo período em 2017. O baixo fluxo de amêndoas registrados até o momento, deverá forçar a manutenção dos diferenciais em +us$700 entre empresas e +us$550 para produtores, até que elevem as entradas da safra temporã. Acreditamos que isso deverá ocorrer após a segunda quinzena do mês de junho próximo.

 

Na Bahia os preços pagos ao produtor em arrobas oscilaram entre R$173,00 e R$180,00

Adilson Reis   -   mercadodocacau.com

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