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Mercado do Cacau

RESUMO DA SEMANA DE 18 a 22/06/18

Novas notícias voltam a estimular especuladores e bolsas operaram em movimentos extremos.

Mais uma vez o mercado mostrou-se estar à deriva. Mesmo diante de noticias que reforçaram a perspectiva do fenômeno climático El Niño em terras africanas, os investidores permanecem mantendo o viés acelerado para os dois sentidos. Analistas comentam que existe de fato um forte interesse deles em realizar grandes movimentações para gerar resultados financeiros. “Isso é bem característico desse momento de incertezas, onde ainda não sabemos ao certo qual será o número final da safra mundial em curso e muito menos a nova safra africana”, comentou um trader americano, dizendo que somente poderemos ter uma maior percepção desses números nos meados do mês de Julho e afirma com segurança que a bola de vez nas bolsas, chama-se especulação.

A Costa do Marfim reduziu oferta de grãos e forçou compradores a buscar suprimentos diretamente nas bolsas, assim com em outras origens com qualidade inferior. Essa retração na oferta no país elevou os diferenciais em 15% nos últimos dias chegando próximo de us$145 / mtrs, conforme informação da bloomberg.  Ainda na Costa do Marfim, chuvas voltaram a cair em grande intensidade, provocando inundações e 19 mortes. O serviço de meteorologia a africana garante que as fortes precipitações deverão se manter durante dois meses seguintes.

NY ice Setembro oscilou entre Us $2,442 e Us $2,557 e encerrou a Us $2,509 / ton

Realmente muito animador o quadro de entradas nas Indústrias processadoras de Ilhéus/ba. Até o inicio da semana as entradas já ultrapassavam 400 mil sacas comparados com 170 mil no mesmo período do ano anterior. Alguns técnicos especialistas em contagem de safra comentam que ainda não entraram sequer 30% da safra temporã e apostam em mais de 1,1 milhão de sacas contra 600 mil do ano anterior. Isso valendo para todo território nacional.

As indústrias permanecem brigando para formação de estoques e mantendo os diferenciais acima de Us$580 para comerciantes e Us$490 para produtores. Comparando com os níveis pagos na Costa do Marfim, podemos afirmar seguramente que o cacau brasileiro atualmente é disparado o mais valioso do mundo. Importante lembrar que o cacau bulk marfinense está há mil anos luz à frente do nosso, com referencia a qualidade das amêndoas.

Confirmando a tendência a Nestlé lançou em Portugal a sua linha de chocolates trazendo traços de origem. O forte movimento mundial por alimentos saudáveis atrai consistentemente grandes chocolateiros a inserir produtos mais elaborados em seus portfólios. Naturalmente esse movimento se estenderá inicialmente na Europa e nos USA onde se encontram os consumidores mais exigentes. Certamente muito em breve os bravos chocolateiros Bean to Bar Brasil estarão convivendo com a concorrência dos gigantes chocolateiros.

Na Bahia os preços pagos ao produtor em arrobas oscilaram entre R$160,00 e R$167,00

Adilson Reis   -   mercadodocacau.com

 

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