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Mercado do Cacau

RESUMO DA SEMANA DE 26 a 30/03/18

Suportado em fundamentos altistas, mercado resiste às liquidações e estabelece quadro de volatilidade. 

Conforme esperado as bolsas sinalizaram exaustão e logo no início da semana desencadeou uma forte movimentação de vendas das posições compradas. Por outro lado circularam noticias de elevação de consumo na Ásia, mais especificamente na China que adquiriu 13.594 tons de derivados de cacau entre Janeiro e fevereiro/18. O número anunciado representa um crescimento em torno de 124%, comparados com o mesmo período de 2017. Apesar das chuvas que caíram em boa intensidade, a CCC na Costa do Marfim, manteve o posicionamento para a safra atual, que poderá ser inferior às duas últimas anteriores. Fatos como esses, estabilizaram os movimentos nas bolsas, levando investidores a ampliar o campo de observação dos fatos interferentes no negócio. Nas próximas sessões poderemos observar linhas firmes de definições, principalmente após a divulgação das moagens mundiais do Q1 18 (jan a mar), que se encerra em 31/03. Os números que serão anunciados, certamente influenciarão fortemente na liha de tendência para os próximos meses.

Costa do Marfim e Gana ainda não definiram o novo preço mínimo do cacau que será pago aos produtores ainda nessa temporada. O cenário de insatisfação permanece evidente diante das expectativas negativas levantadas pelos fazendeiros das duas nações. Atualmente os valores remunerados são insuficientes para aquisição dos insumos, necessários para realização da manutenção nas lavouras. Estabelecendo esse quadro, a produção africana poderá sofrer baixas nas próximas colheitas. 

No Brasil o setor comemora as boas noticias vindas da Pascoa. Analistas afirmam que essa será a melhor dos últimos quatro anos. O ajuste negativo verificado nos preços dos ovos, contribuiu bastante para elevar o crescimento do consumo de chocolates na temporada. Comenta-se que a redução média foi de 8%. 

Chuvas em abundancia continuam caindo nas lavouras de cacau da Bahia. Apesar de algumas indefinições a nova safra temporã continua sendo prospectada com números positivos em relação a anterior. Técnicos afirmam que as lavouras baianas poderão crescer em torno 25%. No Pará, Rondônia e Espirito Santo as expectativas de crescimento da colheita, estão ainda mais elevadas, podendo chegar a 50% a mais que o temporão 2017. 

Os estoques de cacau Brasil nas indústrias processadoras de Ilhéus permanecem baixos. Por essa razão os prêmios mantiveram-se em viés de elevação. Durante o período oscilaram entre us$650.00 e us$700.00 nas transações entre empresas e  us$550.00 em média ao produtor. 

Bahia: Preços pagos ao produtor na semana oscilaram entre R$145,00 / R$150,00 por arroba.

Informações: mercadodocacau.com

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