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Mercado do Cacau

Entre os indicadores do ritmo da economia, um é delicioso: chocolate

Entre os indicadores do ritmo da economia, um é delicioso: chocolate

Na lista de compras dos brasileiros, existe um produto que desaparece, durante as crises. E só volta a ser lembrado quando ressurge a confiança de que a crise vai passar.
Quem diria que a temperatura da economia poderia ser medida na fábrica de chocolates. Se a atividade esfria demais como nos últimos dois anos, os planos de expansão vão para a geladeira. E quando ela volta a esquentar, os termômetros marcam por ali.
Às vezes, para entender a economia, a gente tem que vestir avental e touca. Esse é o único jeito de entrar uma fábrica de chocolate e por mais estranho que isso possa parecer, os economistas dizem que um sinal da retomada do crescimento econômico pode estar ali dentro.
Se o vermelho é indicador de máquina parada, seria uma boa tradução para o baixo nível de investimento no país.
O desemprego ainda chama atenção, mas as recentes quedas da inflação e dos juros pesam a favor e começam a dar ritmo à produção.
Do alto dos 16% de crescimento da empresa de chocolate no último trimestre, o fundador se animou a dobrar o tamanho da fábrica.
“A gente tem sentido as pessoas voltando para as lojas, buscando um momento de carinho e de felicidade que afinal de contas, chocolate é um momento de prazer”, disse o fundador da Cacau Show, Alexandre Costa.
É... Depois de rigorosa dieta, as famílias podem estar retomando hábitos cortados na crise: comprar por prazer. É o que indica o último estudo do Instituto Ipsos.
“Muitos itens não-essenciais acabaram saindo do repertório. Com o retorno da capacidade de compra das famílias, muitos desses itens podem de fato realmente retornar. As famílias já estão reconhecendo que estão conseguindo comprar mais e comprar melhor”, disse o presidente do instituto, Marcos Calliari.
“Dá para fazer algumas coisinhas que a gente deixou de fazer e começar a fazer agora, né?”, afirmou uma mulher.
“Parece que a gente perdeu um pouquinho o medo”, disse outra mulher.
Uma boa imagem das expectativas do consumidor: quanto mais chocolate ele come, mais confiança ele tem. E um alimenta o outro.
“Parece que já vai do estômago para o cérebro e já dá aquela animadinha”, declarou uma jovem.
O economista Robinson Gonçalves, especializado em economia comportamental, explica.
“Você pode, através de algumas substâncias que o chocolate tem, começar um processo cerebral de maior produção de dopamina, maior produção de serotonina, em que a pessoa se torna ainda mais confiante e estando ainda mais confiante ela pode ir atrás de um melhor emprego, se dar melhor em uma entrevista de emprego, empreender mais, se arriscar mais e tudo isso são elementos econômicos que favorecem ainda mais e reforçam o processo de retomada”, disse o coordenador do curso neurobusiness da FGV.
Mas até que os sinais sejam mais claros, a Magali come com moderação. “Ainda prefiro ficar só no pedacinho, porque a gente sabe que quando aperta o sapato, só vai depender da gente”, afirmou a aposentada.
Fonte: G1

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