Produtores do Extremo Sul da Bahia investem no cultivo da pupunheira - Mercado do Cacau
Aguarde! Carregando...
X

Mercado do Cacau

Produtores do Extremo Sul da Bahia investem no cultivo da pupunheira

Produtores do Extremo Sul da Bahia investem no cultivo da pupunheira
  • 02
  • ★★★★★

Os produtores do Extremo Sul da Bahia estão investindo no cultivo da pupunheira. A planta é pouco conhecida, mas um dos produtos que ela oferece é muito apreciado: o palmito. Os produtores querem aumentar a produção e atender assim ao mercado nacional e internacional.

A Fazenda Ecopalm, que fica localizada em Petrolândia, zona rural de Belmonte, tem 10 hectares da pupunheira, cerca de 50 mil pés. A plantação na fazenda começou há quatro anos. A planta, originária do Peru, se adaptou bem ao clima da região quente e úmido, ao solo argilo-arenoso e à boa quantidade de chuva por ano, caraterísticas parecidas com as do país vizinho. "A pupunha gosta muito de sol e água, quando bem distribuída, que é o caso da região", afirma Jonival Borges, produtor rural.

Segundo Jonival, a planta só dá trabalho na hora da produção das mudas. O custo de plantação é alto e o processo em que a semente vira muda demora, em média, oito meses, mas ele ressalta que o cultivo é simples. É preciso apenas roçar a área nos primeiros meses e adubar a terra. A única ameaça à plantação é o besouro chamado de broca, uma praga que é facilmente combatida com uma armadilha. "Você pega um vasilhame plástico, bota palmito dentro e isso atrai este besouro, que quando entra no balde não consegue sair. Então é uma forma de combate bem eficiente e bem rudimentar", revela o produtor rural.

 

A pupunheira demora, em média, um ano e meio para começar a produzir. Em compensação, uma única planta pode dar hastes por até 40 anos, isso por causa dos perfilhos, uma espécie de novas palmeirinhas que nascem ao redor da haste principal. A colheita é feita geralmente três meses após a adubação. O produtor precisa ficar atento também ao ponto de corte e não é o tamanho da palmeira que determina isso. É preciso que a haste amadureça.

 

A produtividade média da propriedade é de 8 mil hastes por hectare. O preço da haste varia entre R$ 1,20 e R$ 1,50. O produto é vendido para indústrias de Ituberá e Uruçuca, onde é beneficiado. "O palmito tem um mercado muito grande, um mercado nacional e internacional. O mercado internacional, por sinal, ainda não muito explorado, porque não existe uma produção suficiente para atender a demanda. Acreditamos que tem um futuro promissor, porque quando atingirmos esse mercado vai agregar um valor maior ao produto e isso será bom para todo mundo", afirma Jonival Borges.

Deixe seu comentário para Produtores do Extremo Sul da Bahia investem no cultivo da pupunheira

Já temos 2 Comentário(s)! Deixe o Seu :)

Resposta de Cláudio N. Mattos

Oba oba pessoal do Mercado do Cacau, adiquiri um terreno de cinco mil metros quadrados no sul da Bahia(Arraial D'Ajuda) e tenho interesse de formar uma agro floresta. Tenho estudado a possibilidades de investimento no local para agregar valor,pois é uma área que é muito explorada pelo turismo,sendo que esse meu terreno se encontra um pouco isolado do centro. Qual seria a área ideal para a produção do Cacau para ter uma boa rentabilidade, e se eu poderia ter isso como uma fonte de renda futura. De ante mão muito obrigado pela matéria e serei grato pelo o contato. Claudio(Cacau )

★★★★★ Em 06-01-2019 às 08-04h Responder 5

Resposta de jair leo lima neves

Muito interessante, isso atesta que, é possível, para quem tem pouca terra/media propriedade essa é a alternativa adequada. Sou do sul do Brasil, estou com planos de visitar o sul da Bahia anida esse ano, estando ai, irei visitar essa propriedade. Sucesso ai, estimo que cresçam e prosperem com essa cultura. gostei da matéria, bastante esclarecedora.

★★★★★ Em 07-10-2018 às 14-29h Responder 5
Avalie Este Conteúdo: 1 2 3 4 5
[Aguarde, Buscando Dados!]
Notícias Relacionadas

Publicidade

Vídeos

Vídeos