Revés no acordo de preço mínimo para o cacau na África - Mercado do Cacau
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Revés no acordo de preço mínimo para o cacau na África

Revés no acordo de preço mínimo para o cacau na África
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A indústria de cacau e os governos de Costa do Marfim e Gana - países que produzem cerca de dois terços do cacau do mundo - não entraram em acordo sobre os detalhes do estabelecimento de um preço mínimo para a amêndoa desses países, anunciado em junho. A política seria válida a partir da safra 2020/21, que começa em outubro de 2020.

Mas, após encontro na quarta-feira em Abidjan, capital marfinense, os governos dos dois países anunciaram que criarão um mecanismo de compensação para quedas de preço que poderá garantir um pagamento de até US$ 400 por tonelada aos produtores da região.

"O sistema leva em consideração um diferencial de renda fixa de sobrevivência que poderia fornecer aos agricultores uma renda decente", afirmaram o Conselho do Cacau de Gana (Cocobod) e o Conselho do Café-Cacau da Costa do Marfim, organizações estatais que regulam o mercado da amêndoa, em comunicado conjunto. Esse mecanismo garantiria, na prática, um preço mínimo. Os órgãos disseram que o mecanismo apresentado à industria "foi compreendido".

Porém, circularam rumores no mercado ontem de que o pagamento de US$ 400 por tonelada poderia ser acrescentado ao preço mínimo acordado anteriormente, de US$ 2.600 a tonelada.

Em 12 de junho, os governos de Costa do Marfim e Gana informaram, após dois dias de reunião em Accra, que haviam acertado com a indústria em estabelecer um preço mínimo de US 2.600 a tonelada aos produtores da região. O encontro desta semana em Abidjan havia sido marcado para detalhar a implementação da política.

O instrumento, porém, vinha sendo criticado por traders, que avaliaram que o valor estabelecido poderia gerar uma sobreoferta de cacau.

Ontem, com a mudança e a incerteza sobre o novo mecanismo de pagamento aos produtores, os traders saíram do mercado, o que deu impulso aos contratos futuros em Londres (ver página B8) - a bolsa de Nova York não operou -, segundo Thomas Hartmann, diretor da TH Consultoria, de Salvador.

A venda da safra 2020/21 de Gana e Costa do Marfim ainda não começou. Esses países costumam vender sua safra com antecipação. As negociações desse ciclo, porém, foram suspensas até que o novo mecanismo fosse estabelecido.

Da safra 2019/20, que começará a ser colhida em outubro, entre 60% e 70% já foi comercializada antecipadamente, sendo 1,4 milhão de toneladas e 380 mil toneladas, segundo Hartmann. Até outubro, 80% deverá ser comercializado. Fonte: Valor

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Resposta de João Luís Abdon Calheira

Isso significa o que para os produtores brasileiros ? É positivo ou negativo para o mercado brasileiro ?

★★★ Em 06-07-2019 às 21-04h Responder 5
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