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Mercado do Cacau

É blefe!

Caros leitores,
Eu queria que fosse um pesadelo, mas não é. A câmara setorial do cacau levou cinqüenta dias para liberar uma apresentação pública com os tópicos da reestruturação da CEPLAC, alegou mil desculpas esfarrapadas. É um quase nada, basicamente um folder com uns tópicos e somente isso já dá arrepio em lêr. Destrói a CEPLAC e bota a conta para o cacauicultor pagar. Vi esse filme antes, é igualzinho ao acontecido no Conselho Consultivo, o CNPC. Eu era diretor do conselho, posso contar, eu vi; bem, quando eu chegava, a conversa parava, ficavam todos quietinhos olhando para o notebook. Velhos! Voava dinheiro pelas janelas do prédio da CNPC, tinha fundos, frentes, bolsas, sacolas, institutos, fundações, o diabo e o satanás, tudo com as burras entupidas de dinheiro que seriam dados aos cacauicultores; por uma árvore o cacauicultor receberia dinheiro suficiente para três gerações gastar. Deu no que deu, o CNPC mudou o estatuto, afundou, acabou, perdeu o prédio, sumiu as obras de arte, sumiu a história, escafedeu-se tudo! Hoje, cinqüenta e sete dias após a reunião, a câmara setorial liberou a minuta da ata, pode? Alguns dão o nome de burocracia; eu não acredito nisso. Enfim, agora existe com o que jogar. Assunta bem: você aceitaria sentar numa mesa de jogo sabendo que há jogadores desvairados? Jogar exige respeito e sentimento de certeza em questões de ordem e esse é o motivo das leis do jogo serem tão duras. A insegurança priva a paz, deixa o ar pesado gerando dúvida no agir, daí, a angústia toma conta e obnubila a inteligência produzindo o desvairamento. Ao desvairado nada é suficiente, nesse enfermiço ele multiplica as questões, se perde em detalhes, faz relatos de detalhes inúteis, repete tudo novamente, renova as mesmas perguntas; não satisfeito pergunta a outras pessoas as mesmas coisas; explica; cobra se o interlocutor entendeu; põe em dúvida e duvida das regras, duvida das cartas, duvida da cadeira, duvida do chão; passa a temer tudo, tremer por tudo e com isso produzir uma falsa piedade. Identificado um desvairado o remédio é simples: Lex dubia, lex nulla (lei duvidosa, lei nula). A lei do jogo existe, se alguém duvida, tem de ser retirado da mesa. Como assim!? Assim, simples, desvairado não é apto ao jogo.

Fernando Henrique Cardoso é um ilustre desvairado, quem diria... pois é! Atualmente desfila pelo mundo falando mal do Brasil, disseminando o medo, pregando o ódio. É um caso clássico da infância mal vivida: má formação da consciência, isolamento social, não aprendizado do jogo de perde/ganha. É manso. Existem casos muito piores, onde a mão de satanás opera, como na cena de uma repórter especialista, de uma emissora de televisão, que –é inacreditável- defendia a tese de bandido ter de usar armas para se defender da polícia! Está pouco? Que o policial, mesmo flagrando o bandido com um fuzil, tinha de ter certeza que a intenção do bandido seria de atirar. Como explicar isso sem usar o nome de satanás? Não tem como. São pessoas que temem o convívio social, preferem as sombras; os guetos monocromáticos; as tribos. Usam incansavelmente todos os ardis para desviar as atenções que quando esgotados, dobram a aposta usando de outras pessoas e o mesmo contexto. É blefe!


O cadeado está trancado. Há vinte e nove anos o cadeado da CEPLAC foi trancado; alguém saiu e bateu, só. O cacauicultor não tem acesso, lá só entra quem conhece alguma passagem secreta; virou uma seita satânica dirigida por um líder desvairado.
O dito estudo da reestruturação, pago a peso de ouro, foi feita por pessoas de fora da CEPLAC, de fora da cacauicultura, de fora da região, de fora do contexto; não levou em conta as demandas do cacauicultor, não sabe o que fazer, desconhece o que seja chocolate, blend Bahia, ardósia e Deus; sabe que as leis existem porém, desconhece para que servem e como são usadas, enfim, tudo é tão somente um produto feito para liquidar a cacuicultura. Não existe lógica, não existe métrica. Tudo que é dito numa frase é desdita na outra, jogando a decisão final para a vontade pessoal do mandatário; é o clássico caso do quem está por cima é que mete. No dia a dia do cacauicultor, repetirá o padrão muito conhecido usado pela justiça do trabalho. Os fazendeiros perdem suas terras sem saber, sem entender e sem poder fazer nada; é rito sumário. Atualmente esse rito foi “aprimorado” (sintam como a palavra foi distorcida, desvirtuada) ficou simplíssimo. O fiscal do trabalho chega à fazenda, acusa o fazendeiro de trabalho escravo e manda o infeliz para o xilindró! Tudo é feito, é pensado com a intenção de criar privilegiados.


Caros, não há rastro na entrada da CEPLAC, sequer vão conferir se o cadeado ainda está lá. O orquidário da CEPLAC, afinal, onde foi parar? A CEPLAC era referencia no mundo dos orquidófilos, muitíssimos livros citam a CEPLAC, agradecem a CEPLAC, reconhecem o trabalho da CEPLAC. Tudo perdeu. O terreno do CEPEC está invadido pela UFSB. Tentou-se a todo custo esvaziar o prédio do DEPEX provavelmente para ser demolido, ou ser invadido! Só desgraça e destruição. Que infelicidade de propósito é esse?

O prazo dado é de dez dias para leitura, pedido de correção e aprovação da ata. Pedirei para fazer algumas inclusões na ata; só. A partir desse momento, trabalharemos juntos. O estudo da reestruturação foi encomendado pelo Ministério da Agricultura, como a câmara setorial é um órgão consultivo do ministério, a coisa pode, talvez, acontecer. A presidência da câmara é exercida por um cacauicultor –conhecedor da realidade da cacauicultura- a Curadoria tem um projeto e o IPC levará você até as reuniões. Tudo você saberá, tudo participará, tudo opinará, tudo será peneirado, nada será destruído, nenhuma pergunta deixará de ser respondida e eu não tenho vergonha de ao não saber responder a algo dizer: não sei; vou estudar procurar ajuda.

A primeira proposta é trazer a CEPLAC à sua antiga condição de órgão executivo e que reporta diretamente ao ministro da agricultura.
A estrada é longa...

Cordiais saudações,
Coronel Xela.

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