O cacauicultor ainda é o maior, e melhor! - Mercado do Cacau
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O cacauicultor ainda é o maior, e melhor!

Em que pese a falta de respeito, ignorância, e má-fé dos governos com a cacauicultura, esta não se rende, e humilha a quem lhe ofende. Passados mais de 25 anos da contaminação criminosa dos cacaueiros com a vassoura-de-bruxa, continua a cultura do cacau como a que mais absorve mão de obra no Estado da Bahia, acima da mandioca, da soja, e do milho e, conseqüentemente, a que mais promove distribuição de renda, preenchendo, assim, de forma direta, os dois principais pilares necessários ao desenvolvimento econômico e social do Estado, gerando, por outra banda, de forma indireta, na indústria, no comércio, e nos demais segmentos econômicos, emprego, renda, e impostos, sustentando-se, no espírito desbravador, vigoroso, e vitorioso que marca a sua história, rompendo no seu centenário caminho, dificuldades e obstáculos, despertando os mais variados sentimentos, desde a admiração, quanto à ira e a inveja, respondendo a estes, irados e invejosos, desde os primórdios, com sua efetiva participação no desenvolvimento político, econômico e social da região, e do Estado, através da realização de estradas, escolas, hospitais, e geração de impostos estes, que, por muito tempo garantiram o pagamento de obrigações do próprio Estado da Bahia.

Ao contrário dos incentivos dados a outras culturas, especialmente, à soja, se dispensou à cultura do cacau, de forma mesquinha, miúda, absolutamente impatriota, egoísta e medíocre, o falseamento, a farsa, e a mentira, com o objetivo de empobrecer o cacauicultor, quebrar o seu poder econômico e, por conseqüência, lhe retirar o poder político, o que de certa forma foi alcançado, houve certo sucesso, más, que, está se findando, se já não se findou, por despreparo na formação profissional, social, cultural, política, e até educacional daqueles que perpetraram os delitos e as imoralidades embutidas no malogrado projeto político engendrado, e executado pelos aventureiros, estes que em sua grande maioria já se foram, ao contrário da cacauicultura e do cacauicultor, que dignamente contra tudo e contra todos sobreviveram, aprenderam, venceram, e permanecem exatamente onde estavam quando foram vítimas do primeiro crime de terrorismo biológico que se tem conhecimento no mundo, o que lhes deixa com a honra e a glória da vitória.

Detém, ainda, a cultura do cacau, a maior área de plantação no Estado da Bahia dentre todas as culturas, de forma pulverizada, se constituindo num verdadeiro modelo político socialista, uma vez que, aproximadamente 90% de sua área é constituída de propriedades com menos de 100 há., o que comprova a importância da atividade no desenvolvimento econômico, financeiro, social, e político do Estado.

Com tais constatações, restam comprovados que os valores da cacauicultura e do cacauicultor são e serão sempre inigualáveis e grandiosos, merecedores de admiração e respeito, a começar pelo próprio cacauicultor, que deve e muito se orgulhar, e andar sempre de cabeça erguida, pois, apesar de conviverem com pesadas dificuldades, como os débitos, a falta de crédito, e a seca, é ele, o produtor de cacau, o maior gerador de mão de obra e renda da agricultura no Estado da Bahia, sendo, portanto, essencial a qualquer estratégia de política pública vinculada ao desenvolvimento econômico, financeiro, social e político do Estado, devendo, por isso mesmo, ter a atenção, o zelo, e a primazia no atendimento das suas necessidades, sem detrimento das demais culturas, o que só não é possível se as pessoas que se encontram na administração pública estiverem desvirtuadas das suas obrigações, seja pela busca de objetivos escusos, seja pela própria mediocridade, representada pela incapacidade mental, intelectual, e/ou profissional, que lhes acompanha nas suas infelizes vidas.

Como dito, hoje, os maiores problemas enfrentados pelos produtores são os débitos, e a falta de crédito. Acredito, no entanto, que além da solução jurídica, é possível que tenhamos uma solução política ampla e definitiva. Quanto à seca, vamos rezando. Prá quem já passou o que passou, é café pequeno.

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